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domingo, 22 de abril de 2018

População de Salvador protesta contra o BRT de ACM Neto e Consórcio Integra


Dezenas de pessoas realizaram um protesto contra a derrubada de árvores, neste domingo, 22 de abril, no trajeto que será implantado a primeira fase do BRT, em Salvador. O ato aconteceu na avenida Juracy Magalhães Jr. nas imediações do Hospital Aliança. O protesto foi realizado de forma pacífica. Homens, mulheres e crianças deram as mãos e formaram um circulo no gramado, às margens da avenida.

Momentos depois eles caminharam carregando cartazes, com frases: "Neto quer enterrar mais dois rios, Camarajipe e Lucaia, vamos deixar?", "Não ao BRT" e "Salve Verde". Alguns até abraçaram as árvores no local. No trecho da avenida, um pouco depois do Aliança, perto do Parque da Cidade, os manifestantes começaram a dar chutes e empurrar os tapumes de proteção das obras, que tiveram início no dia 29 de Março.

Durante o protesto, motoristas que passavam pelo local acenavam e buzinavam em apoio. Segundo o Relatório de Impacto Ambiental da Obra, cerca de 579 árvores serão cortadas para dar lugar aos elevados e o tamponamento dos rios.

Cidadania e revolta quanto ao projeto caro e ultrapassado da Prefeitura de Salvador:





Fonte: A Tarde

sábado, 21 de abril de 2018

7 Motivos para dizer NÃO ao BRT de ACM Neto


Prefeitura de Salvador quer fazer o BRT mais caro do Brasil

Com o custo estimado entre R$ 68,3 milhões e R$ 117 milhões por quilômetro (km) construído e investimento previsto de R$ 820 milhões, a obra do BRT Salvador se configura como a mais cara dentre várias capitais brasileiras. De acordo com dados do Ministério das Cidades fornecidos para o movimento Salvador Sobre Trilhos, em comparação com Rio de Janeiro (RJ), Belém (PA), Recife (PE), Brasília (DF), Fortaleza (CE), Florianópolis (SC), Goiânia (GO), entre outras, o valor por cada quilômetro implantado na capital da Bahia chega a custar o triplo das demais.



Por conta destas diferenças, a vereadora petista Marta Rodrigues cobrou explicações da prefeitura e pediu mais transparência na implantação do BRT. O trecho 1 do BRT compreende a área da Avenida ACM entre o Parque da Cidade, na entrada do Itaigara, e o Iguatemi, em frente à rodoviária. Este trecho faz parte do projeto Corredores de Transporte Coletivo Integrado de Salvador e possui 2,9 km, no qual serão construídos cinco viadutos.

O trecho 2 (segunda etapa) do BRT tem previsão de implantar 5,5 km de corredores exclusivos que partirão da estação da Lapa, no centro da cidade, até a região do Iguatemi (ligará a Estação da Lapa ao Parque da Cidade). O custo orçado é de R$ 412 milhões, sendo R$ 300 milhões de repasses da União. Outros R$ 112 milhões serão financiados pela Caixa Econômica Federal. Já o terceiro trecho que vai do Parque da Cidade até a Pituba, no Posto dos Namorados, é uma expansão de 1,8 km e contará com duas estações e um terminal.

O trajeto completo do projeto interligará a Estação da Lapa ao Iguatemi e implantará vias exclusivas de fluxo contínuo para o sistema no corredor formado pelas avenidas Juracy Magalhães, Lucaia e ACM.

Justificativa

Para a vereadora líder da oposição na Câmara Municipal de Salvador, Marta Rodrigues (PT), não havia necessidade da implantação do BRT para este trajeto, uma vez que já existe o sistema viário desenvolvido no trecho Lapa-Iguatemi, inclusive com o metrô, ao contrário das áreas mais carentes do município.

Em abril do ano passado, Marta Rodrigues enviou ofício à prefeitura cobrando o estudo que baseia a implantação do BRT com trecho inicial de 2,9 km por R$ 376 milhões, de acordo com edital, ligando a estação da Lapa ao Iguatemi. Entretanto, diz não ter obtido respostas. Este mês, ela voltou a solicitar do executivo municipal os estudos de impacto de vizinhança e ambiental com a construção dos quatro elevados previstos no projeto. Mas são os valores da obra, comparados as implantações em outras cidades, o que mais lhe chamam a atenção.

“Além de ser ultrapassado, tem um valor exorbitante que destoado que foi gasto com o mesmo modal nas principais capitais. O custo por quilômetro do BRT em Salvador é duas vezes maior que o do Rio de Janeiro. Qual a explicação para o gasto de dinheiro público com um modal que não vai atender bem a cidade?”, questionou, ao exigir da prefeitura explicações e transparência.

A vereadora levantou outros problemas que considera graves, a exemplo da construção de quatro elevados somente no trecho 1 e dos tamponamentos dos rios Camarajibe e Lucaia, com a derrubada de 579 árvores.

“Somente a construção dos elevados representa R$ 179.350.079,85. Elevados são obsoletos, estão sendo derrubados, a exemplo da perimetral do Rio de Janeiro. Além disso, a prefeitura vai cortar 579 árvores”, lamentou.

Fonte: A Tarde

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Estudo de Impacto Ambiental do BRT da Prefeitura de Salvador prevê a erradicação de 579 Árvores



Em reportagem feita no dia 23/06/2017 pelo portal de notícias Bocão News (clique aqui), o titular da SEMOB, Fábio Mota, declarou:

“Nem existem 579 árvores” na região onde vai passar o BRT. “Quantas árvores existem na Vasco da Gama?”, questionou, reafirmando que a informação não procede. “Isso já está na internet há algum temo. Isso não existe”.

Também questionado, o presidente da Comissão de Planejamento Urbano e Meio Ambiente na Câmara Municipal de Salvador (CMS), vereador Luiz Carlos (PRB), garantiu que desconhece a informação.

Blog Mobilidade Urbana em Salvador e Blog Salvador sobre Trilhos esclarecem:

A informação sobre a derrubada das 579 árvores não é uma invenção vista na internet como o Secretário Fábio Mota afirmou, tal resposta soa como desconhecimento do projeto tocado pela própria pasta da SEMOB ou uma tentativa de minimizar o impacto da degradação causada pela derrubada das 579 árvores que darão lugar aos desnecessários elevados do BRT.  Nossa cidade está prestes a perder de forma irremediável uma das regiões mais arborizadas que são as Avenidas ACM e Juracy Magalhães. Ao citar apenas a Avenida Vasco da Gama esquecendo-se das demais que fazem parte do primeiro trecho das obras, é preferível entender que há pouco debate sobre o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) elaborado pela Prefeitura de Salvador para o próprio BRT Lapa-Iguatemi.

Quanto ao presidente da Comissão de Planejamento Urbano e Meio Ambiente na Câmara Municipal de Salvador (CMS), vereador Luiz Carlos (PRB), que garantiu desconhecer a informação e aos nossos leitores, informamos que o Estudo de Impacto Ambiental pode ser encontrado no link abaixo, disponibilizado pela Prefeitura de Salvador:



Capa do Estudo de Impacto Ambiental elaborado para o BRT Lapa-Iguatemi









EIA_BRT_Vol II de IV - Parte II - Corte de 579 árvores - Página 162

Segue abaixo, a lista de árvores que serão derrubadas para dar passagem ao BRT que ligará as regiões da Lapa ao Iguatemi onde hoje já existe um sistema viário bastante e desenvolvido ao contrário de áreas mais carentes de Salvador a exemplo da Estrada Velha do Aeroporto. 

Entre as 579 árvores que serão derrubadas, constam espécimes como: Ipês, dendezeiros, flamboaiãs, patas de vaca, ingazeiros, cajazeiras, licurizeiros, entre outros.